Djavan conta ao JL como surgiu sua paixão pelo instrumento e pela música; show no sábado, em Londrina, terá grandes sucessos.

Escrito por VipCP. Postado em Notícias

Djavan

Publicado em 05 de junho, 2013 com Nenhum Comentário

O moleque mandava bem no campo e sonhava em ser jogador de futebol. Treinava em juvenil de clube grande de Maceió, mas foi mesmo arrebatado pela música quando tinha 16 anos. “Vou te dizer e você não vai acreditar”, avisa o cantor e compositor Djavan, que desembarca em Londrina para se apresentar no Moringão, no próximo sábado. “Foi no colégio, numa aula de química”, lembra, em entrevista por telefone.

As aulas de química eram realizadas numa sala diferente. “Eu cheguei primeiro na sala e tinha um violão no canto, perdido. Aquele instrumento e ninguém na sala. Peguei o violão. Quando sentei e o peguei no colo, senti empatia com aquela anatomia”, conta.

Foi uma grande descoberta. “Achei aquilo revelador do ponto de vista do que tocar.” Mesmo vindo de uma família musical, Djavan nunca havia pensado em tocar violão e sequer em se tornar músico profissional.

Desde criança, entretanto, tinha contato com a música. “Minha mãe cantava, minha irmã também. Todo mundo gostava muito de música. Nasci e me criei nisso”, diz. Em geral, canções da época: Luiz Gonzaga e Ângela Maria estavam sempre no ambiente. “Foi minha mãe que me introduziu nesse gosto e interesse pela música. Canto desde os três ou quatro anos de idade. Minha mãe me botava pras amigas dela me ouvirem cantar. E isso me tornou músico definitivo.”

Só que Djavan achava mesmo que ia tocar piano. “Sempre achei o piano um instrumento lindo. Mas ele tinha uma desvantagem grande. Era o fato de não ter a menor expectativa de ter um piano em casa, porque era um instrumento caro. Só quem tinha era quem tinha dinheiro. E eu não tinha”, justifica. O violão era mais acessível. “Embora eu também não pudesse comprar um.”

Djavan saiu daquela aula de química louco para tocar violão. “Até conseguir comprar um. O violão se tornou o meu instrumento.”

A família, entretanto, tinha outros planos. Era bom para os jovens seguirem carreira na Petrobras ou então como oficial do exército. “Era o tipo de emprego federal que para todos no nordeste significava alguma coisa. Na época eram os empregos mais cobiçados.”

Diante das duas alternativas, Djavan fugiu de casa. Foi morar com um primo no Recife, em Pernambuco. “Meu irmão era o arrimo da família, queria que eu fosse oficial do exército. Foi meu pai, praticamente. Fugi de casa, pois não queria ser militar. Estava com a música na cabeça.”

Em Recife, Djavan aprofundou os estudos do violão. “Depois voltei e montei a banda LSD. A gente tocava Beatles.” Antes de mergulhar de vez na carreira musical e descer ao Rio de Janeiro, aos 24 anos, o cantor e compositor ainda casou e teve filhos.

As influências e mudanças fizeram do músico alguém que reúne diversas tendências e gêneros e, ao mesmo tempo, não se enquadra em nenhum. “Costumo dizer que minhas influências vão de Luiz Gonzaga a Beatles, passando por jazz, música americana, black music, música africana, flamenca, salsa, samba e bolero.”

Serviço: Djavan – Show sábado (dia 8), no Ginásio de Esportes Moringão. Abertura dos portões às 20h e início do show às 22h. Os ingressos, até ontem, eram vendidos a R$ 103 (inteira) e R$ 53 (meia), além da cadeira VIP, R$ 203. Postos de venda: Fábrica do Chopp (Londrina Norte Shopping, fone: 3325-7711), Mundo Verde (Catuaí Shopping Center, fone: 3325-0010), Shopping Jardim Mall (fone: 3028-8626) e Space Music (fone: 3027-2262).

Fonte: http://www.jornaldelondrina.com.br

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